SOBRE
EU AMO BREGA e BIEL PACHECO
O 'EU AMO BREGA' surgiu a partir da campanha 'Eu Amo Recife' que foi lançada pela prefeitura da cidade em 2013. Eu, Biel Pacheco, publicitário, quis mostrar o amor que eu e o povo sentimos pelo Brega e transformei o tema da campanha, dando ênfase a música que é ouvida e dançada na periferia e na melhor classe social. No mês de abril do mesmo ano criei a Fanpage no Facebook onde eram publicadas notícias, tirinhas de músicas e fotos das cobertura de eventos. Atualmente, com o site, Facebook, Instagram e canal no YouTube, é possível acessar com maior detalhes as notícias em primeira mão sobre o que é destaque no cenário brega romântico, brega funk, breganejo, arrocha, 'sofrência', tecnobrega e calipso; ou seja, tudo que está envolvido no movimento Brega.
EU AMO BREGA e BIEL PACHECO



SOBRE
O EU AMO BREGA
O 'Eu Amo Brega' surgiu a partir da campanha 'Eu Amo Recife' que foi lançada pela prefeitura da cidade do Recife em 2013. Com o intuito de mostrar o amor que o povo pernambucano sente pelo ritmo, e assim, dar ênfase ao movimento que é escutado, dançado e encenado seja na periferia, seja na mais alta classe social. Há mais de 10 anos é possível acompanhar no nosso site as notícias do que é destaque no cenário brega, brega funk, breganejo, arrocha, 'sofrência', tecnobrega e calipso; ou seja, tudo que está envolvido no movimento Brega.
MOVIMENTO BREGA
PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DO RECIFE
O termo “brega” nasceu sendo usado para descrever uma música de apelo sentimental, com arranjos simples, fortes melodias e letras que falam de amor, sofrimento e cotidiano de forma direta. Essa classificação, embora carregue um tom inicialmente pejorativo, logo passou a ser questionada, porque o estilo começou a se fundir com outros gêneros e a ganhar múltiplas identidades ao longo do tempo.
Na década de 1990, o brega se consolidou como movimento cultural com identidade própria, com artistas que passaram a se assumir abertamente como “bregas”. Um dos maiores nomes dessa fase foi o recifense Reginaldo Rossi, eternizado como o “Rei do Brega”, cujas músicas marcaram várias gerações e ajudaram a levar o estilo para além dos limites regionais. O gênero se espalhou pelo Norte e Nordeste do Brasil, dando origem a diversas variantes. Em Belém do Pará, o brega ganhou identidade própria e se consolidou como expressão musical bastante distinta, inclusive recebendo reconhecimento como patrimônio cultural e imaterial no estado do Pará em 2021.
No Recife, a cena do brega foi se fortalecendo em paralelo. Além da música romântica tradicional, o estilo passou a dialogar com outras influências. Nos anos 2010, surgiu o brega funk, que mistura elementos do brega romântico com o funk carioca e referências do hip hop, criando batidas aceleradas que conquistaram espaço no cenário popular. Com o tempo, esse movimento deixou de ser apenas uma expressão periférica e começou a ocupar espaços institucionais. Em 1º de julho de 2021, o então prefeito João Campos sancionou uma lei que declarou o “Movimento Brega” como patrimônio cultural imaterial do município do Recife, valorizando oficialmente sua importância sociocultural e econômica.
A partir desse reconhecimento local, novas conquistas foram sendo construídas em diferentes esferas do poder público. Um marco histórico aconteceu em 22 de maio de 2025, quando o presidente da República sancionou a Lei 15.136/2025, instituindo o Dia Nacional do Brega, a ser comemorado anualmente em 14 de fevereiro, data de nascimento de Reginaldo Rossi. Essa lei foi publicada no Diário Oficial da União e representa um reconhecimento oficial do gênero como parte do patrimônio cultural brasileiro. Em 13 de maio de 2025, a Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal aprovou, em decisão terminativa, o projeto que declara o Recife como a “Capital Nacional do Brega”, reforçando o papel da cidade como berço e coração desse movimento musical. O projeto, de autoria do deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE), agora segue para a sanção presidencial, a menos que haja recurso ao Plenário.
Esses reconhecimentos refletem não apenas uma homenagem simbólica, mas também um avanço nas políticas de valorização cultural. A institucionalização do brega em níveis municipal, estadual, nacional e simbólico internacional fortalece a ideia de que o gênero é uma expressão legítima da cultura brasileira, capaz de movimentar uma cadeia produtiva relevante, gerar emprego, renda e identidade para milhões de pessoas.
O brega deixou de ser apenas um estilo marginalizado para se tornar um símbolo de pertencimento, resistindo a estigmas e conquistando reconhecimento formal em várias frentes. Ele representa a música do povo, fala de amor, festa, dor e alegria, e hoje é celebrado como parte essencial do patrimônio musical e cultural brasileiro.


































